Vem de Minas, Vem de Dinho
segue ele o seu caminho,
onde está seu coração.
Quer o verde das manhãs,
na esperança dedilhar;
suas ondas são sonoras,
seus segredos, musicais,
que em caminhos concordantes,
hoje em forma de oração...
De laranja o céu se veste
quando o sol se põe no oeste;
vem a noite em flor de prata,
as estrelas são jardins;
ao luar, uma canção,
talvez breve serenata.
Seus caminhos vibram em cordas
que se explodem em mil sons,
e em sons quase impossíveis,
ele atinge o tom que quer.
E os sons deixam seus brilhos
de rubis e diamantes.
Antes fosse eu um Drummond
pra mostrar em letra fina
onde está tanta emoção!.
Vem de Minas, vem de Dinho
os sinais pelos caminhos...:
Há promessas de um azul,
um azul de mil matizes
e a certeza em rubras rosas
que a poesia está no som.
José Edward Guedes

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