A bailarina russa
Na rua fria, triste, socialista,
Na dor que cega tudo como um breu,
No sentimento bruto cuja vista
Deixa que o coração somente sinta
Toda rudez que existe além do olhar;
Talvez um cisne branco que ressinta
Sua mudez e quer então cantar;
Talvez uma menina que nem sonha
Ser bailarina, o seu país é outro,
Quer gente alegre, sol baiano e vixi!
Ou Nova York, jazz... Há quem proponha
Sempre algo ousado, leve, livre e solto.
E que seu sonho dure muito, espiche!
José Edward Guedes

Um comentário:
Lindo demais!!!
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