Arretira
vissi?
Num se faz isso cumigo
só purque, por cau de quê
sem você vivo a sofrê;
ocê sabi que é castigo,
num acho graça em mai nada,
nem o céu eu quero ver;
se é azur ou se é vermêio,
para mim pouco que importa.
indêsde que nessa porta
cê bateu, e eu de joêio
me rendi aos seus encantos,
só que agora vivo em prantos.
Vou assim, moto continuum
num sofrê ad infinitum.
Arreparo que é quebrantos
que ocê fez pra eu cair
na lagoa feito pato
pra você se adivertir
e dispóis faz desacato
quando cansa de mim rir.
Pois inté que uma virada
já tentei, num deu em nada,
pois me sinto um incapaz,
té pareço alma penada,
sem saber mais o que faz.
Eu lhe dei de mão beijada
o que eu tinha. Minha paz,
eu troquei pra essa paixão
que é sem “com” de compaixão.
Mas cê sempre tem razão:
o "arretira” que eu lhe disse,
cê arresponde que é tolice.
José Edward Guedes

Nenhum comentário:
Postar um comentário